{"id":4252,"date":"2020-04-09T15:57:00","date_gmt":"2020-04-09T18:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alumni.usp.br\/?p=4252"},"modified":"2020-04-09T15:57:00","modified_gmt":"2020-04-09T18:57:00","slug":"modelo-de-viseira-de-protecao-desenvolvido-pela-usp-esta-sendo-produzido-por-industrias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alumni.usp.br\/en\/modelo-de-viseira-de-protecao-desenvolvido-pela-usp-esta-sendo-produzido-por-industrias\/","title":{"rendered":"Modelo de viseira de prote\u00e7\u00e3o desenvolvido pela USP est\u00e1 sendo produzido por ind\u00fastrias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Jos\u00e9 Tadeu Arantes | Ag\u00eancia FAPESP<\/strong><\/p>\n<p>M\u00e1scaras do tipo face shield tornaram-se um equipamento de m\u00e1xima import\u00e2ncia para agentes de sa\u00fade que atuam na linha de frente do combate \u00e0 COVID-19. Esses dispositivos, semelhantes \u00e0s viseiras de capacetes de motociclistas, constituem uma primeira barreira f\u00edsica que protege m\u00e9dicos, enfermeiros, t\u00e9cnicos de enfermagem, fisioterapeutas e outros profissionais do contato com as got\u00edculas infectadas por coronav\u00edrus exaladas pelos pacientes. Por baixo delas, \u00e9 necess\u00e1rio usar as m\u00e1scaras convencionais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4253\" aria-describedby=\"caption-attachment-4253\" style=\"width: 395px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4253 size-full\" src=\"http:\/\/www.alumni.usp.br\/wp-content\/uploads\/sites\/244\/2020\/04\/viseira.jpg\" alt=\"\" width=\"395\" height=\"215\" data-id=\"4253\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4253\" class=\"wp-caption-text\">Profissional de sa\u00fade da Santa Casa de S\u00e3o Carlos testa o face shield. Foto: Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC-USP)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A necessidade de produzir rapidamente m\u00e1scaras face shield\u00a0em grande escala mobilizou v\u00e1rios grupos que trabalham com manufatura aditiva, que utiliza impress\u00e3o 3D e t\u00e9cnica denominada FFF (fused filament fabrication). Conectados pelas m\u00eddias digitais, esses grupos formaram uma rede mundial nas duas \u00faltimas semanas. E j\u00e1 est\u00e3o fornecendo m\u00e1scaras a partir do modelo \u201cPrusa\u201d, um design de uso livre criado pelo inventor tcheco Josef Prusa.<\/p>\n<p>Um dos integrantes dessa rede \u00e9 o Grupo de Pesquisa em Manufatura Aditiva e Design for Assistive Tecnology, coordenado por Zilda de Castro Silveira, professora do Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos, da Universidade de S\u00e3o Paulo (EESC-USP), e pesquisadora do N\u00facleo de Manufatura Avan\u00e7ada (NUMA). O NUMA conta com apoio da FAPESP por meio do Projeto Tem\u00e1tico \u201cEstudo, desenvolvimento e aplica\u00e7\u00e3o de processo h\u00edbrido: Manufatura Aditiva (Ma) + High Speed Machining\/Grinding (HSM\/G)\u201d, coordenado pelo professor Reginaldo Teixeira Coelho. Participa\u00a0tamb\u00e9m da iniciativa o Departamento de Fisioterapia\u00a0da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar).<\/p>\n<p>\u201cEm nossa primeira semana de trabalho, produzimos 210 m\u00e1scaras face shield para a Santa Casa de S\u00e3o Carlos. Esse movimento r\u00e1pido e intensivo impulsionou a ind\u00fastria de pl\u00e1sticos a adotar o mesmo modelo de projeto para atender em larga escala a demanda dos hospitais\u201d, diz Silveira \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, empresas de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, filiadas \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Ferramentais (Abinfer), come\u00e7aram a produzir as face shield\u00a0nesta semana. A expectativa \u00e9 que sejam entregues 400 mil m\u00e1scaras para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade na pr\u00f3xima semana. \u201cPara isso, estamos dando todo o nosso apoio\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Uma das quest\u00f5es relacionadas a\u00a0pe\u00e7as impressas por 3D \u00e9 a porosidade. \u201cDevido \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o f\u00edsica das pe\u00e7as, camada por camada, os objetos fabricados por t\u00e9cnicas aditivas possuem porosidade maior do que aqueles produzidos por t\u00e9cnicas convencionais. Isso n\u00e3o compromete a fun\u00e7\u00e3o de barreira f\u00edsica da pe\u00e7a, mas a torna mais vulner\u00e1vel \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o. Para reduzir o problema, aplicamos acetona, que, por rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, auxilia na redu\u00e7\u00e3o da porosidade superficial. E, para refor\u00e7ar a descontamina\u00e7\u00e3o, foram conduzidos, junto com a Santa Casa e a empresa Sterileno, testes de esteriliza\u00e7\u00e3o com per\u00f3xido de hidrog\u00eanio [H2O2], que se mostrou eficiente. Dessa forma, esse procedimento de desinfec\u00e7\u00e3o foi adotado pela Santa Casa para esteriliza\u00e7\u00e3o das m\u00e1scaras face shields\u201d, informa Silveira.<\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es que receberem as pe\u00e7as fabricadas pelas ind\u00fastrias poder\u00e3o aplicar esse mesmo procedimento \u2013 a esteriliza\u00e7\u00e3o com per\u00f3xido de hidrog\u00eanio \u2013 para reutilizar as m\u00e1scaras ap\u00f3s cada uso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Tadeu Arantes | Ag\u00eancia FAPESP M\u00e1scaras do tipo face shield tornaram-se um equipamento de m\u00e1xima import\u00e2ncia para agentes de sa\u00fade que atuam na linha de frente do combate \u00e0 COVID-19. 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