{"id":3530,"date":"2019-08-19T09:44:30","date_gmt":"2019-08-19T12:44:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alumni.usp.br\/?p=3530"},"modified":"2019-08-19T09:44:30","modified_gmt":"2019-08-19T12:44:30","slug":"alumni-em-destaque-bela-moschkovich-e-sua-banda-falso-coral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alumni.usp.br\/en\/alumni-em-destaque-bela-moschkovich-e-sua-banda-falso-coral\/","title":{"rendered":"Alumni em destaque: Bela Moschkovich e sua banda Falso Coral"},"content":{"rendered":"<p><em>Com sonoridade entre a nova mpb e o indie rock, banda tem dois integrantes que s\u00e3o ex-alunos USP. \u00c1lbum de estreia tem participa\u00e7\u00e3o da cantora Ti\u00ea<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_3531\" aria-describedby=\"caption-attachment-3531\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3531 size-large\" src=\"http:\/\/www.alumni.usp.br\/wp-content\/uploads\/sites\/244\/2019\/08\/falsocoral-717x469.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"419\" data-id=\"3531\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3531\" class=\"wp-caption-text\">Os ex-alunos USP integrantes da banda, Bela e Bemti, e a cantora Ti\u00ea. Foto: Fernanda Tin\u00e9\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Falso Coral \u00e9 uma banda formada por Bela M. (vocais), Bemti (vocais e instrumentos de cordas) \u2013 ex-alunos da USP \u2013, Henrique Vital (baixo), Guilherme Giacomini (teclado e sintetizadores) e Pedro Lauletta (bateria). Formada em 2015, a banda lan\u00e7ou um EP no ano seguinte. Agora, em 2019, eles visam alcan\u00e7ar um novo patamar de produ\u00e7\u00e3o e sucesso, ao lan\u00e7arem o album \u201cDelta\u201d, com uma faixa <em>single<\/em> em parceria com a cantora Ti\u00ea.<\/p>\n<p>Bela e Bemti se conheceram na USP. Ela estudou Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas (FFLCH) e ele cursou Audiovisual na Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes (ECA). A cantora chamou aten\u00e7\u00e3o de Bemti, que viu alguns <em>covers<\/em> dela no YouTube. Ele pediu para um amigo em comum os apresentarem. O interesse em trabalhar juntos logo surgiu quando perceberam que tinham muitas influ\u00eancias musicais em comum. Seja do rock independente\/ alternativo internacional, seja da m\u00fasica brasileira, mpb, nova mpb e m\u00fasica caipira de raiz. Bemti j\u00e1 tinha algumas bases de m\u00fasicas gravadas e a chamou para fazer os vocais. Quando surgiu a ideia de acrescentar instrumentos eletr\u00f4nicos e tamb\u00e9m quando come\u00e7aram a tocar ao vivo, os outros membros foram sendo convidados.<\/p>\n<p>O v\u00ednculo de Bela com a USP vem de outras gera\u00e7\u00f5es. Seus pais se conheceram quando sua m\u00e3e, que tamb\u00e9m \u00e9 ex-aluna, participava do CoralUSP e os dois cantavam juntos. \u00c9 sobre sua rela\u00e7\u00e3o com a Universidade e o surgimento da banda, que fez um <em>crowdfunding<\/em> (financiamento coletivo) para custear o \u00e1lbum de estreia, que ela nos concedeu a entrevista a seguir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea define esse momento atual de crescimento da banda, com \u00e1lbum de estreia, e buscando parceria\/ produ\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos consolidados na cena da chamada nova mpb como Ti\u00ea e Andr\u00e9 Whoong? Como se deu essa parceria para a m\u00fasica \u201cFa\u00edsca\u201d, que combinou t\u00e3o bem, voc\u00eas j\u00e1 conheciam a Ti\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>Bela: O momento atual acredito que veio numa progress\u00e3o muito org\u00e2nica. A banda foi crescendo aos poucos, come\u00e7amos a tocar ao vivo e adquirimos novas din\u00e2micas de composi\u00e7\u00e3o, fazemos isso de maneira coletiva, todos t\u00eam um pouco de cr\u00e9dito na composi\u00e7\u00e3o. Amadurecemos bastante as m\u00fasicas tocando ao vivo e quando decidimos gravar o disco, elas j\u00e1 tinham uma forma. A nossa parceria com o Andr\u00e9 na produ\u00e7\u00e3o acabou dando uma forma nova que acho que deu uma boa afinada no conte\u00fado que j\u00e1 t\u00ednhamos e transformou bastante. Isso potencializa a gente a divulgar melhor o trabalho. Estamos num momento que j\u00e1 temos certo reconhecimento na cena em S\u00e3o Paulo. Antes de lan\u00e7ar o \u00e1lbum, j\u00e1 toc\u00e1vamos na noite em casas, eventos, saraus, festivais organizados at\u00e9 por \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, como projetos do Memorial da Am\u00e9rica Latina. Quando chegou o momento de que precis\u00e1vamos de algu\u00e9m para produzir, conhecemos ele por meio da cena, o Bemti sempre teve contato com pessoas da mpb, participava de um <em>podcast<\/em> de cultura super legal chamado \u201cAos Cubos\u201d. Eu, na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em can\u00e7\u00e3o popular na Faculdade Santa Marcelina, tamb\u00e9m fiz alguns contatos. Conhecemos ent\u00e3o o Andr\u00e9 e a Ti\u00ea no espa\u00e7o cultural Rosa Flamingo, num sarau aberto que qualquer banda poderia se apresentar. Houve a participa\u00e7\u00e3o, numa roda de conversa, onde a cantora Camila Gar\u00f3falo foi l\u00e1 falar sobre empreendedorismo. Hoje em dia, para ser artista independente, n\u00f3s precisamos cuidar muito da parte de neg\u00f3cios, divulga\u00e7\u00e3o. Nos apresentamos, onde convidamos o Andr\u00e9 para a produ\u00e7\u00e3o. Ele e a Ti\u00ea s\u00e3o super abertos para novos artistas da cena, porque eles ajudam muito mesmo, com a promo\u00e7\u00e3o de eventos etc. Nesse ponto, eles foram important\u00edssimos, pois t\u00ednhamos recursos limitados, ainda n\u00e3o t\u00ednhamos feito uma campanha de financiamento que acabou cobrindo os custos do lan\u00e7amento do album mesmo. Ele foi respons\u00e1vel por todo o processo de pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o. Quando est\u00e1vamos nesse processo, o Andr\u00e9 que estava trabalhando na produ\u00e7\u00e3o da m\u00fasica \u201cFa\u00edsca\u201d, mostrou para a Ti\u00ea, que gostou. Assim, a convidamos para grav\u00e1-la, para ajudar na proje\u00e7\u00e3o do nosso trabalho. Ela \u00e9 mais pop e \u201cchiclete\u201d, com uma <em>vibe<\/em> bem eletr\u00f4nica. No lan\u00e7amento do clipe, ela tamb\u00e9m nos ajudou publicando em suas redes sociais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00eas almejam para a banda? Como \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de um \u00e1lbum de maneira independente?<\/strong><\/p>\n<p>Bela: Almejamos nesse momento espalhar o disco, rec\u00e9m-lan\u00e7ado, para al\u00e9m da cena de S\u00e3o Paulo. O processo de faz\u00ea-lo foi intenso, nos dedicamos muito a essas 10 m\u00fasicas. Est\u00e1 no momento de toc\u00e1-las, enquanto as novas m\u00fasicas surgem ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o independente \u00e9 trabalhosa, mas \u00e9 gratificante. Avaliamos a quantidade de dinheiro que precisar\u00edamos e fizemos uma campanha de <em>crowdfunding<\/em>. Deu tudo certo, mas o processo foi suado. O pr\u00f3prio processo de fazer um \u00e1lbum \u00e9 cansativo, pois \u00e9 um trabalho criativo que demanda bastante dedica\u00e7\u00e3o. Cantar cansa, n\u00e3o \u00e9 um dom, \u00e9 fruto de aprendizado, \u00e9 um instrumento do nosso corpo. Ensina muito ao artista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Poderia falar um pouco mais sobre o <\/b><em style=\"font-weight: bold\">crowdfunding<\/em><b> para o \u00e1lbum Delta? Cobriu todos os custos? Quais foram as vantagens aos contribuintes?<\/b><\/p>\n<p>Bela: Cobriu todos os custos, o final foi bem apertado, mas conseguimos uma \u00faltima ajuda para fechar. A vantagem foram produtos como v\u00eddeos cantando covers, camisetas, ingresso para festa de lan\u00e7amento que fizemos. Teve gente que tamb\u00e9m apenas contribuiu sem requisitar vantagens, al\u00e9m de poder consumir o pr\u00f3prio disco quando lan\u00e7ado. Afinal poder\u00edamos assim ter um disco que fosse nossa cara.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_3532\" aria-describedby=\"caption-attachment-3532\" style=\"width: 469px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3532 size-large\" src=\"http:\/\/www.alumni.usp.br\/wp-content\/uploads\/sites\/244\/2019\/08\/delta-469x469.jpg\" alt=\"\" width=\"469\" height=\"469\" data-id=\"3532\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3532\" class=\"wp-caption-text\">Capa do Delta, de 2019<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nesse momento de <em>streaming<\/em>, \u00e9 mais \u201cf\u00e1cil\u201d viver sem gravadora do mainstream?<\/strong><\/p>\n<p>Bela: N\u00e3o sei se h\u00e1 uma maneira mais f\u00e1cil do que outra, ambas t\u00eam desafios e vantagens. Atualmente, sermos nosso pr\u00f3prio representante na cena independente \u00e9 muito positivo, pois estamos envolvidos no processo de fazer tudo. Mesmo que contratemos algu\u00e9m para a produ\u00e7\u00e3o e assessoria, estamos totalmente presentes em cada aspecto de divulga\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o ponto positivo, mas ter uma gravadora facilitaria provavelmente na parte financeira, desde que haja a possibilidade de se ter liberdade criativa. H\u00e1 algumas limita\u00e7\u00f5es de contrato, pois a m\u00fasica passa a ser da gravadora etc. N\u00f3s n\u00e3o escolhemos ser independentes, creio que tem a ver com nosso g\u00eanero musical, come\u00e7amos assim e estamos levando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os desafios de se inserir como uma banda independente?<\/strong><\/p>\n<p>Bela: O grande desafio nosso do momento \u00e9 sairmos da bolha de onde j\u00e1 somos conhecidos, conquistar espa\u00e7os do <em>mainstream<\/em> que s\u00e3o regidos por interesses comerciais. Eu n\u00e3o acho que arte deveria ser um neg\u00f3cio, mas infelizmente \u00e9, e n\u00f3s temos que lidar com isso e conseguir essa proje\u00e7\u00e3o. Crescer organicamente enquanto banda independente \u00e9 o maior desafio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ainda trabalham\/ pretendem trabalhar em paralelo com algum campo das Letras e Audiovisual (forma\u00e7\u00f5es na USP)?<\/strong><\/p>\n<p>Bela: Eu ainda trabalho paralelamente com revis\u00e3o de textos e livros did\u00e1ticos, assim como tradu\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 o que me ajuda a pagar as contas. Mas eu foco em dar aula de canto, que n\u00e3o deixa de ser um trabalho de cria\u00e7\u00e3o. Nos tempos atuais, a gente tem que saber diversificar mesmo, saber usar as ferramentas que aprendi na Universidade, foi uma escolha profissional que me ajuda financeiramente. Cada vez mais dos <em>millenials<\/em> e as gera\u00e7\u00f5es mais novas, t\u00eam que se adaptar. O Bemti, tamb\u00e9m formado na USP, at\u00e9 pouco tempo ainda trabalhava com audiovisual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Enquanto estudantes da USP voc\u00eas j\u00e1 planejavam e estudavam para serem m\u00fasicos ou foi algo que surgiu ap\u00f3s as suas gradua\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Bela: Eu j\u00e1 planejava, sempre quis ser cantora, sempre estudei m\u00fasica, desde pequena. Meu pai tocava muito na minha inf\u00e2ncia, acordava cedo e tocava seu viol\u00e3o. Meus irm\u00e3os tamb\u00e9m estudaram m\u00fasica. Meu pai me inscreveu para fazer a prova da Universidade Livre de M\u00fasica (atualmente chamada Emesp), eu fui e entrei no curso, o que contribuiu muito para manter a m\u00fasica na minha vida. Nessa idade de 11 aos 15 anos, ia toda semana para aula de m\u00fasica, tinha aula de teoria e pr\u00e1tica de coral, ent\u00e3o isso sempre parte da minha vida. Prestei M\u00fasica no vestibular da Unicamp mas n\u00e3o passei pois n\u00e3o reparei que me inscrevi na prova errada (de canto erudito, e n\u00e3o popular). Lidei com a frustra\u00e7\u00e3o, fui para o cursinho e resolvi prestar Letras, minha m\u00e3e trabalha com livros, sempre gostei de Literatura, tanto quanto M\u00fasica. Como sempre quis ser cantora e tinha essa expectativa, sou muito sens\u00edvel, me senti muito cobrada no ponto de passar no vestibular, ent\u00e3o resolvi investir na forma\u00e7\u00e3o em Letras e m\u00fasica em paralelo.<\/p>\n<p>Dou aula atualmente no Espa\u00e7o Musical Ricardo Breim, de musicaliza\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as. Fiz o curso, logo emendei a p\u00f3s em Can\u00e7\u00e3o Popular, fundado pelo S\u00e9rgio Molina, numa faculdade particular em S\u00e3o Paulo. Meu trabalho de conclus\u00e3o da p\u00f3s foi uma an\u00e1lise semi\u00f3tica dos clipes do David Bowie, ou seja, uma base de conhecimento em semi\u00f3tica que adquiri no curso de Letras na USP.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Na escolha dos temas, como voc\u00eas definiriam a mensagem que voc\u00eas querem passar nas letras (do Delta)? Como se d\u00e1 a escolha entre as composi\u00e7\u00f5es em ingl\u00eas ou portugu\u00eas?<\/strong><\/p>\n<p>Bela: Em geral, o que queremos passar \u00e9 esse retrato nosso enquanto banda. Fazemos coisas diferentes, mas cada um de n\u00f3s contribuiu com esse processo. Todos contribuem fazendo arranjo. Nossa qualidade, meio camale\u00f4nica, de misturar v\u00e1rios g\u00eaneros, mas darmos nossa pr\u00f3pria identidade para isso. Mensagem das letras depende de cada m\u00fasica, escrevemos sobre coisas reais que aconteceram com a gente, sentimentos e situa\u00e7\u00f5es variadas. Para mim, as m\u00fasicas v\u00eam de maneira cat\u00e1rtica, passo por uma experi\u00eancia intensa, isso transborda e vira uma can\u00e7\u00e3o. A parte de ser ingl\u00eas ou portugu\u00eas vem nesse momento de inspira\u00e7\u00e3o, a maneira que ela vem na nossa cabe\u00e7a, o que n\u00e3o impede por vezes de que a gente a traduza. Querendo ou n\u00e3o nosso repert\u00f3rio como ouvintes \u00e9 essa mescla tamb\u00e9m de m\u00fasicas em portugu\u00eas ou ingl\u00eas. Al\u00e9m do alternativo, eu sou fan\u00e1tica pelos Beatles e rock cl\u00e1ssico, ent\u00e3o isso comp\u00f5e nossa identidade sonora. N\u00e3o foi uma escolha comercial de tocar no exterior, \u00e9 mais afetivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quem voc\u00eas consideram grandes inspira\u00e7\u00f5es na m\u00fasica? Nacionais e internacionais, atuais ou antigas&#8230; Pela mistura de <em>indie<\/em> rock com elementos mais rurais, como a viola, voc\u00eas se inspiram em quem fez algo nessa linha h\u00e1 d\u00e9cadas como Clube da Esquina?<\/strong><\/p>\n<p>Bela: Sou de S\u00e3o Paulo, meu pai nasceu na zona rural (\u00e0 \u00e9poca, hoje j\u00e1 urbanizada) e a minha m\u00e3e \u00e9 do interior do Vale do Ribeira, ent\u00e3o mesmo por ser de S\u00e3o Paulo sempre tive contato com a m\u00fasica caipira em casa, esse p\u00e9 no rural. O Bemti \u00e9 mineiro de uma cidade bem pequena chamada Serra da Saudade (nome de uma das m\u00fasicas do \u201cDelta\u201d). Sim, nos inspiramos no Clube da Esquina, certamente, desde as letras, at\u00e9 a quest\u00e3o da viola e da inser\u00e7\u00e3o desses instrumentos. Eles acabam sendo uma refer\u00eancia geral para todos que fazem m\u00fasica popular hoje no Brasil, ao menos deveriam conhec\u00ea-los. \u00c9 uma qualidade de composi\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a no momento hist\u00f3rico em que estavam vivendo que \u00e9 maravilhoso, assim como toda a Tropic\u00e1lia, Gil, Caetano. Foi uma grande inspira\u00e7\u00e3o pra gente, ou\u00e7o muito Tropic\u00e1lia, Mutantes e Rita Lee, sou muito f\u00e3 dela. Elis \u00e9 uma refer\u00eancia de interprete impressionante, al\u00e9m de Gal e Secos e Molhados.<\/p>\n<p>Internacional, gosto muito da Kate Bush, cantora incr\u00edvel. Sou apaixonada pelos Beatles e David Bowie. Gosto muito de Fleetwood Mac, o disco <em>Rumors<\/em> foi uma das refer\u00eancias sonoras para o Delta, inclusive em quest\u00e3o de timbres. A Steve Nicks individualmente. <em>Florence and the Machine<\/em>, gosto muito da Florence, uma das primeiras coisas que percebi em comum com o Bemti, toc\u00e1vamos bastante <em>covers<\/em> dela desde que nos conhecemos. Refer\u00eancias atuais, al\u00e9m da Florence, Radiohead (mistura com o eletr\u00f4nico), nacionais cito todo o pessoal da Nova MPB, como Jaloo, Mahmundi, Letrux, Tchella, Luiza Lian, \u00faltimos dois discos dela s\u00e3o fascinantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KKosPszQDE4\">Clique aqui para ver o clipe do <em>single<\/em> &#8220;Fa\u00edsca&#8221; no YouTube, em parceria com a Ti\u00ea<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3533 size-large\" src=\"http:\/\/www.alumni.usp.br\/wp-content\/uploads\/sites\/244\/2019\/08\/fa\u00edsca-885x469.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"339\" data-id=\"3533\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=voXhJ_LwuBQ\">Clique aqui para ouvir o album no YouTube, na \u00edntegra<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Texto: Rodrigo Rosa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com sonoridade entre a nova mpb e o indie rock, banda tem dois integrantes que s\u00e3o ex-alunos USP. \u00c1lbum de estreia tem participa\u00e7\u00e3o da cantora Ti\u00ea &nbsp; &nbsp; Falso Coral \u00e9 uma banda formada por Bela M. 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