{"id":2031,"date":"2017-08-24T15:09:59","date_gmt":"2017-08-24T18:09:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.alumni.usp.br\/?p=2031"},"modified":"2017-08-24T15:09:59","modified_gmt":"2017-08-24T18:09:59","slug":"entrevista-alumni-atila-iamarino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alumni.usp.br\/en\/entrevista-alumni-atila-iamarino\/","title":{"rendered":"Entrevista Alumni \u2013 Atila Iamarino"},"content":{"rendered":"<p><em>Apaixonado por biologia \u201cdesde que se entende por gente\u201d, o ex-aluno da USP Atila Iamarino ingressou no Instituto de Bioci\u00eancias (IB) em 2002 para estudar Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas e hoje \u00e9 p\u00f3s-doutor em Gen\u00e9tica Molecular e de Microorganismos pelo Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas (ICB). Em 2015, abandonou a pesquisa para se dedicar exclusivamente \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, atrav\u00e9s do canal do Youtube \u201cNerdologia\u201d, que j\u00e1 possui mais de 1,5 milh\u00e3o de inscritos. Atila atua tamb\u00e9m junto \u00e0 Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa da USP como designer instrucional, no desenvolvimento de cursos online.<\/em><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2032\" src=\"\/\/www.alumni.usp.br\/wp-content\/uploads\/sites\/244\/2017\/08\/IMG_2405.jpg\" alt=\"\" width=\"4061\" height=\"2909\" \/><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">Na \u00e9poca, o bacharelado oferecido pelo IB era integral<span style=\"color: #262626\"> e, para sua felicidade, n\u00e3o era necess\u00e1rio escolher uma especializa\u00e7\u00e3o: <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif';color: #262626\">\u201cTive a sorte de pegar a \u00faltima turma que era \u2018aberta\u2019. Hoje em dia, quando voc\u00ea faz o curso, tem fechar o curr\u00edculo em uma determinada \u00e1rea. Nunca quis me especializar, sempre gostei da biologia como um todo, tive a sorte de passar por tudo.\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">O bacharelado n\u00e3o possu\u00eda projetos de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas a vontade de falar com quem estava de fora da Universidade fez com que ele participasse dos projetos de extens\u00e3o. Os alunos do IB recebiam estudantes de escolas p\u00fablicas e particulares e os levavam para conhecer o Instituto de Bioci\u00eancias na tentativa de despertar o interesse pela \u00e1rea. Mesmo sem ter conclu\u00eddo a Licenciatura, ele se envolveu muito com ensino. No final do curso, come\u00e7ou a trabalhar em um cursinho popular e se apaixonou:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif';color: #262626\">\u201cO legal desse cursinho era que a turma realmente queria aprender! Foi um privil\u00e9gio muito grande dar aula l\u00e1 porque, apesar da maioria ter um ensino bem prec\u00e1rio, eles estavam muito interessados. Era um desafio tentar explicar aquele conceito complexo de modo mais acess\u00edvel, de um jeito mais claro, era necess\u00e1rio trazer os conte\u00fados para o mundo real. O retorno era muito bom e criou uma semente dentro de mim.\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\"><span style=\"color: #262626\">A partir dessa experi\u00eancia, a ideia de \u201cdivulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d surgiu nele de modo mais concreto. Ap\u00f3s se formar em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, em 2006, parou de dar aulas no cursinho popular e dedicou-se \u00e0 p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o: <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif';color: #262626\">\u201cFui fazer o mestrado em microbiologia e me especializar em evolu\u00e7\u00e3o viral, o que foi um al\u00edvio. Estava estudando a intera\u00e7\u00e3o entre v\u00e1rios sistemas e fatores, n\u00e3o uma coisa s\u00f3, continuei sem me especializar muito. Tive a oportunidade de trabalhar com diversos v\u00edrus, inclusive o Zika \u2013 que em 2007 e 2008 estava muito restrito, circulava apenas em macacos e ningu\u00e9m sabia como iria evoluir.\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">Mesmo trabalhando em uma \u00e1rea t\u00e3o abrangente, sentiu a necessidade de estudar mais assuntos. Um amigo sugeriu ent\u00e3o que criasse um <em>blog<\/em>, assim poderia continuar conversando com outras pessoas sobre ci\u00eancia, mas no seu tempo e no seu hor\u00e1rio. Surgiu o \u201cRainha Vermelha\u201d, nome em homenagem a uma teoria evolutiva:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">\u201cFoi uma experi\u00eancia fant\u00e1stica! O <em>blog<\/em> tinha in\u00fameras visualiza\u00e7\u00f5es, muitas pessoas comentando. Foi a primeira vez que vi ser poss\u00edvel fazer divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, tinha relev\u00e2ncia, n\u00e3o era s\u00f3 uma coisa que as pessoas achavam legal. Quando falava sobre v\u00edrus, por exemplo, isso dizia respeito a sa\u00fade delas, uma preocupa\u00e7\u00e3o que elas tinham. E melhor, era uma forma de transformar a especializa\u00e7\u00e3o e o ensino que estava recebendo de gra\u00e7a em algo de import\u00e2ncia p\u00fablica. A divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica me tocou. Por causa do Rainha Vermelha conheci muita gente que tamb\u00e9m escrevia sobre ci\u00eancia na internet, resolvemos montar uma rede chamada <em>Science Blogs Brasil, <\/em>que re\u00fane todas essas pessoas.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">J\u00e1 no doutorado, foi convidado a fazer um epis\u00f3dio do \u201c<em>Nerdcast<\/em>\u201d, o <em>podcast<\/em> &#8211; m\u00eddia de transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es que funciona como um programa de r\u00e1dio &#8211; mais ouvido do pa\u00eds. Gra\u00e7as \u00e0 boa recep\u00e7\u00e3o, tornou-se um participante recorrente quando o assunto era ci\u00eancia. Nessa \u00e9poca, estava prestes a estudar um ano fora do Brasil, na <em>Yale University<\/em>, em <em>Connecticut <\/em>(EUA), quando Deive Pazos e Alexandre Ottoni, os apresentadores do Nerdcast, o convidaram para apresentar um canal semanal no <em>Youtube<\/em> chamado Nerdologia, no qual relacionaria ci\u00eancia com cultura <em>pop<\/em>:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">\u201cFui chamado para escrever o roteiro e mandar os \u00e1udios enquanto a Amazing Pixel, empresa do Alexandre e do Deive e dona do canal, cuidaria da arte e gest\u00e3o. O Nerdologia come\u00e7ou a ser feito nessa inconsequ\u00eancia da minha parte. Frequentava o laborat\u00f3rio da faculdade, cumpria a carga hor\u00e1ria de Yale e utilizava o tempo livre para fazer os v\u00eddeos. Isso cresceu muito r\u00e1pido, gra\u00e7as \u00e0 compet\u00eancia da Amazing Pixel. Com o tempo, conquistei uma maior liberdade de conte\u00fado, pude explorar outras coisas que achava importante mas n\u00e3o encaixavam no tema da cultura <em>pop.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">Quando retornou ao Brasil, no final do seu p\u00f3s-doutorado, o \u201cNerdologia\u201d estava com mais de 1,5 milh\u00e3o de assinantes e Atila recebeu outras propostas de emprego, que impossibilitariam seu trabalho no <em>Youtube<\/em>. \u00a0Assim, teve que fazer uma escolha:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">\u201cCheguei a pensar que minha d\u00favida existia porque ainda n\u00e3o tinha consolidado uma carreira como cientista. Mas publicamos muitos artigos no p\u00f3s-doutorado, em revistas de grande impacto. N\u00e3o sabia para que \u00e1rea seguir, estava em uma encruzilhada. Comecei a perceber que a divulga\u00e7\u00e3o teria um impacto muito maior do que seria poss\u00edvel como pesquisador para mim. Para falar sobre ci\u00eancia n\u00e3o era mais preciso depender de um jornal ou de uma revista, pode-se falar em um <em>site<\/em> ou em um canal no <em>Youtube<\/em>.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">O que fazer? Publicar um artigo que, se for muito bem citado, ser\u00e1 reproduzido por 30 outros pesquisadores, ou fazer um v\u00eddeo que um milh\u00e3o de pessoas v\u00e3o assistir e se informar a respeito de um assunto que eu sei da import\u00e2ncia? Ent\u00e3o terminei o p\u00f3s-doutorado e passei a me dedicar ao Nerdologia e \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\"><span style=\"color: #262626\">Atila enxerga o trabalho que realiza como se fosse uma aula para um milh\u00e3o de pessoas:<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">\u201cSei que n\u00e3o supro o papel do professor, ensino temas muito interessantes e n\u00e3o estou formando um aluno, mas motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma, conseguir transmitir bem os conceitos, de forma que as pessoas entendam e apliquem \u00e0 vida. Dei muita sorte, pois o p\u00fablico do canal \u00e9 super informado e educado, segue aprendendo mesmo depois do ensino m\u00e9dio, gosta e se interessa por saber mais sobre as coisas. Pegamos pesado no conte\u00fado, n\u00e3o acho o Nerdologia acess\u00edvel, com certeza seria mais popular se o tom fosse mais leve.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">Nos \u00faltimos tr\u00eas anos em que apresenta o canal, alguns de seus v\u00eddeos \u201cviralizaram\u201d. Sua experi\u00eancia como pesquisador foi fundamental para que isso acontecesse:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">\u201cQuando estourou o Zika, estive em uma posi\u00e7\u00e3o muito privilegiada, trabalhava com ele desde 2013\/2014. Fiz um v\u00eddeo explicando o que ele era, porqu\u00ea se espalha, o que causa e se tem ou n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o com microcefalia. Teve um alcance gigantesco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">As pessoas piratearam no <em>whatsapp<\/em>, \u00f3rg\u00e3os do governo postaram, foi quando vi realmente o que era um conte\u00fado propagar t\u00e3o rapidamente. Em 2015, falei no Nerdologia sobre o Ebola, que se espalhou na \u00c1frica. Atrav\u00e9s das pesquisas que participei, foi poss\u00edvel observar que a transmiss\u00e3o acontecia em grupo, as 5 ou 10 pessoas que tratavam ou preparavam os defuntos eram as que se contaminavam. Ent\u00e3o disse no canal que ele n\u00e3o viria para o Brasil, porque n\u00e3o temos a condi\u00e7\u00e3o de pobreza absoluta que eles tem l\u00e1 na \u00c1frica. Mas, se viesse, n\u00e3o ia se espalhar, porque n\u00e3o realizamos aqui os rituais de funerais que eles realizam l\u00e1. Esse v\u00eddeo teve mais de meio milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, sendo recomendado pelo <em>Google<\/em>, <em>Youtube<\/em> e reproduzido por \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">Estes casos s\u00f3 refor\u00e7aram o pensamento que Atila tinha sobre divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica desde 2009:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">\u201cSe um pesquisador, um gerador de conhecimento, se dirige ao p\u00fablico e fala de forma acess\u00edvel, esse conte\u00fado pode alcan\u00e7ar muita gente. Quem procura v\u00eddeos sobre ci\u00eancia ou sa\u00fade no <em>Youtube<\/em> acha muita conspira\u00e7\u00e3o e pouqu\u00edssimos \u00f3rg\u00e3os s\u00e9rios falando sobre aquilo. Ainda n\u00e3o reconhecemos, como universidade ou como governo, a import\u00e2ncia das redes sociais e de transmitir informa\u00e7\u00f5es nelas.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify;line-height: 150%;vertical-align: baseline\">O trabalho do Atila com divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica alcan\u00e7ou a Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa da USP, que estava pensando em como comunicar o conte\u00fado produzido pela universidade \u201cpara fora\u201d:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO Pr\u00f3-Reitor teve acesso ao Nerdologia e descobriu que eu era um ex-aluno da USP. Entrou em contato comigo para saber como poder\u00edamos aumentar o contato dos <em>campi<\/em> com a comunidade externa. Desde ent\u00e3o, trabalho com eles no desenho e desenvolvimento de cursos <em>online<\/em> pelo <em>Coursera<\/em>. A Universidade estava perdendo uma oportunidade muito boa de atender mais gente, afinal, o que limita o n\u00famero de alunos \u00e9 a quantidade de pessoas que cabe em uma sala de aula. Com a internet n\u00e3o existe mais essa restri\u00e7\u00e3o. \u00c9 poss\u00edvel oferecer um curso para 50, 100 mil estudantes, sem grandes preju\u00edzos de experi\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O relacionamento que Atila possui com os seguidores do canal \u00e9 \u00f3timo, devido \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o do Nerdologia em apresentar os conceitos sem emitir opini\u00f5es:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cMesmo em temas pol\u00eamicos, tento transmitir o conte\u00fado de forma que n\u00e3o ofenda as pessoas. Quando se trata de ci\u00eancia e descobertas, alguns outros canais recebem v\u00e1rios xingamentos nos coment\u00e1rios, isso n\u00e3o acontece aqui. A intera\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre \u00f3tima. O que tamb\u00e9m se d\u00e1 porque estou falando com um p\u00fablico que \u00e9 extremamente esclarecido, n\u00e3o \u00e9 nem de longe a realidade do Brasil. Estou dentro de uma situa\u00e7\u00e3o super privilegiada e rara que n\u00e3o \u00e9 o que acontece no resto do <em>Youtube<\/em> e do pa\u00eds em si.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Transmitir conceitos de forma legal, acess\u00edvel e de maneira que a pessoa n\u00e3o feche o v\u00eddeo \u00e9 o maior desafio do Nerdologia. \u00c9 muito dif\u00edcil tratar as coisas de maneira que mesmo quem tem uma opini\u00e3o firme e diferente do que os fatos falam, vai ouvir. Mesmo quem se sente contrariado vai prestar aten\u00e7\u00e3o em todo o argumento. Como fa\u00e7o para a pessoa n\u00e3o fechar o v\u00eddeo em 1 minuto? \u00c9 dif\u00edcil at\u00e9 para o p\u00fablico reconhecer que o que estou falando ali n\u00e3o \u00e9 a minha opini\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando pensa no futuro, Atila possui diversos sonhos e desafios:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cQuero abordar a ci\u00eancia de forma direta no cotidiano das pessoas, mostrar que tem momentos na nossa vida em que n\u00e3o sabemos que ela est\u00e1 presente, que se a aplic\u00e1ssemos, poderia haver uma diferen\u00e7a relevante, mas penso em fazer isso em outro canal, mais acess\u00edvel, que atingisse mais gente. Tamb\u00e9m quero levar a tecnologia para dentro da sala de aula, que \u00e9 o \u00faltimo lugar em que as m\u00eddias sociais entraram. H\u00e1 um conflito de gera\u00e7\u00f5es muito grande, a forma como os professores consumiram informa\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje \u00e9 diferente de como os alunos v\u00e3o consumir daqui pra frente.\u201d<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt;line-height: 150%;vertical-align: baseline;text-align: right\">Texto: Mariangela Castro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apaixonado por biologia \u201cdesde que se entende por gente\u201d, o ex-aluno da USP Atila Iamarino ingressou no Instituto de Bioci\u00eancias (IB) em 2002 para estudar Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas e hoje \u00e9 p\u00f3s-doutor em Gen\u00e9tica Molecular e de Microorganismos pelo Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas (ICB). 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